Conteúdo para pacientes
Fibromialgia é uma doença autoimune?
Não. A fibromialgia envolve principalmente alterações na forma como o sistema nervoso percebe e processa a dor.
Fibromialgia é uma doença autoimune?
Não. A fibromialgia não é considerada uma doença autoimune.
Nas doenças autoimunes, o sistema imunológico passa a atacar estruturas do próprio organismo e pode provocar inflamação e lesões em diferentes tecidos.
Na fibromialgia, o mecanismo é diferente. A principal alteração está relacionada à maneira como o sistema nervoso percebe e processa a dor.
Então por que dói tanto?
Pessoas com fibromialgia apresentam uma maior sensibilidade aos estímulos dolorosos.
Uma forma simples de entender é imaginar que o sistema responsável por controlar a intensidade da dor está com o “volume aumentado”. Estímulos que normalmente provocariam pouca ou nenhuma dor podem ser percebidos de maneira mais intensa.
Isso ajuda a explicar por que a pessoa pode sentir dor em várias regiões do corpo mesmo sem existir inflamação ou lesão nessas regiões.
A dor é real?
Sim.
O fato de não existir inflamação nas articulações ou músculos não significa que a dor seja imaginária.
A fibromialgia é uma condição reconhecida e pode causar dor crônica, fadiga, alterações do sono, dificuldade de concentração e importante impacto na qualidade de vida.
Os exames costumam estar alterados?
Não existe um exame de sangue ou de imagem específico capaz de confirmar fibromialgia.
O diagnóstico é feito principalmente pela história dos sintomas e pelo exame clínico.
Em algumas situações, exames são solicitados para avaliar outras possíveis causas de dor, fadiga ou sintomas semelhantes.
Fibromialgia pode acontecer junto com uma doença autoimune?
Sim.
Uma pessoa com artrite reumatoide, lúpus ou outra doença reumatológica também pode apresentar fibromialgia.
Nesse caso, é importante distinguir quais sintomas estão relacionados à atividade da doença inflamatória e quais podem estar associados à fibromialgia, pois os tratamentos são diferentes.
Como a fibromialgia é tratada?
O tratamento costuma combinar diferentes estratégias.
Atividade física regular é uma das medidas mais importantes. Cuidar do sono, reduzir períodos prolongados de inatividade e abordar fatores emocionais ou situações de estresse também pode contribuir para o controle dos sintomas.
Alguns medicamentos podem ser utilizados para ajudar no controle da dor, do sono ou de outros sintomas associados.
O tratamento deve ser individualizado e seu objetivo é melhorar não apenas a dor, mas também o sono, a disposição, a função e a qualidade de vida.
Ficou com alguma dúvida?
As informações desta página são educativas e não substituem uma avaliação individual. Se os sintomas persistirem ou houver dúvida sobre o diagnóstico, uma consulta pode ajudar a definir os próximos passos.
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